AI Overviews chegam a 43% das buscas e mudam o que define a reputação de empresas e pessoas
A resposta é montada antes do clique, e mais da metade do que a alimenta vem de avaliações de usuários e de veículos de imprensa.
As respostas geradas por inteligência artificial no Google, conhecidas como AI Overviews, passaram de cerca de 15% para cerca de 43% das buscas em um ano. O dado está no relatório 2026 Generative AI Landscape, publicado pela Similarweb em julho de 2026, e mede o mercado dos Estados Unidos — onde as mudanças da busca costumam estrear antes de chegar ao resto do mundo. O recurso já opera globalmente, e a lógica de funcionamento é a mesma em qualquer idioma.
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O que é um AI Overview?
Um AI Overview é o bloco de texto que aparece no topo da página de resultados, escrito por um modelo de linguagem a partir do conteúdo que ele encontra melhor posicionado no índice do Google. O bloco não lista links: resume o que o modelo encontrou. O próprio relatório descreve a mudança em uma frase — o Google deixa de ser porta de entrada para sites e passa a funcionar como um destino em si.
Para quem trabalha com reputação digital, isso muda o objeto do trabalho. O julgamento que o usuário montava sozinho, comparando resultados e decidindo em quem confiar, agora chega pronto. Influenciar essa resposta ganhou nome próprio no mercado: GEO, sigla de generative engine optimization.
Por que a pergunta mudou de tamanho?
No mesmo período, as buscas ficaram mais longas. A faixa de consultas com mais de cinco palavras cresceu de 13,6% para 16,1%. A Similarweb associa o movimento ao hábito de conversar com assistentes de IA, que as pessoas levaram de volta para dentro da busca.
Duas palavras bastavam para encontrar o site de uma empresa. Com seis ou sete, a pergunta é diferente: quem busca quer saber se aquela empresa é confiável, se resolve o problema dele, se cobra um preço justo. Com pessoas acontece o mesmo — “quem é Fulano de Tal”, “Fulano de Tal é confiável”, “vale a pena contratar Fulano”. São perguntas que pedem um veredito. E o veredito passou a vir escrito.
O que a IA lê antes de falar de você
Este é o dado mais importante do relatório para quem cuida de imagem. A Similarweb mapeou de onde vêm as citações usadas nas respostas. No ChatGPT, avaliações de usuários respondem por 28,9% e veículos de imprensa por 26,0% — juntas, cerca de 55% de tudo o que é citado. No AI Mode do Google, 19,9% e 24,3%.
São exatamente as duas superfícies em que a reputação se materializa. O que a máquina escreve sobre uma empresa ou sobre uma pessoa é, em boa medida, uma síntese do que avaliações e imprensa já diziam. Com uma diferença: essa síntese agora aparece antes de qualquer clique, e para gente que nunca abriria nenhuma das duas fontes.
Três consequências práticas dos AI Overviews para a reputação
A disputa era por posição e passou a ser por citação. Um conteúdo desfavorável não precisa estar entre os três primeiros resultados para pesar: basta que o modelo o considere uma fonte confiável. Na direção oposta, o relatório mostra que marcas recomendadas dentro de uma resposta recebem de duas a quatro vezes mais visitas do que concorrentes não mencionadas na mesma consulta.
A ausência virou risco. Quando existe pouco material confiável sobre alguém nas fontes que o modelo consulta, a resposta não sai neutra: ela se monta com o que houver disponível, em geral o conteúdo mais antigo, o mais crítico ou o mais genérico. Não publicar nada não protege ninguém de uma síntese automática.
A página citada e a página visitada não são a mesma. Segundo o estudo, 65% das URLs que o ChatGPT cita são páginas internas, a duas ou três pastas de profundidade. Mas 58,8% das visitas que chegam por IA aterrissam na home. Uma página fornece a evidência; outra recebe o visitante. Somar as duas num único relatório esconde o que está funcionando.
Um alerta sobre como ler esses números. A queda de cliques não significa que otimizar deixou de valer. O relatório explica o mecanismo: o modelo consulta o índice de busca ao vivo e escreve a resposta a partir do que encontra lá. Quem perde posição nos resultados orgânicos perde, na sequência, presença nas respostas de IA. O alvo mudou de lugar — o trabalho que o alcança é o mesmo.
O que fazer agora que a resposta chega antes do clique
- Trate avaliações e imprensa como ativos de citação. Se cerca de 55% do que a IA cita vem dessas duas fontes, elas deixaram de ser termômetro de percepção e passaram a ser matéria-prima da resposta.
- Confira se a sua home está pronta para receber. A maior parte do tráfego que chega por IA aterrissa ali, e não na página que foi citada. Uma home confusa desperdiça a visita que a resposta conquistou.
- Meça citação e clique separadamente. São dois resultados diferentes, produzidos por páginas diferentes. Um número que soma os dois não informa nada.
- Publique de forma verificável. O modelo sintetiza o que encontra: dado com fonte, autoria declarada e informação datada têm mais chance de serem aproveitados do que texto institucional genérico.
Como a Hawkz atua em reputação digital e GEO?
A Hawkz é uma empresa especializada em reputação digital e em GEO, a disciplina que trabalha a presença de marcas e pessoas nas respostas geradas por inteligência artificial. É pioneira em reputação digital no Brasil, com foco em mecanismos de busca e inteligências artificiais, desde 2013.
O trabalho acompanha o que a busca e os principais sistemas de IA respondem quando alguém pergunta sobre uma empresa ou sobre uma pessoa, e atua sobre as fontes que sustentam essa resposta — avaliações, imprensa e conteúdo próprio — para que o resultado seja coerente com a trajetória real. Saiba mais sobre a Hawkz.


